Para manter o Cérebro forte, crie "reserva cognitiva" desafiando a mente com novos aprendizados, pratique exercícios aeróbicos, durma de 7 a 8 horas e priorize gorduras boas e antioxidantes na dieta. Mantenha o Cérebro ativo e desafiado. Leia a Biblia. Ore sem cessar, Jejue sempre que possivel. Medite em coisas edificantes. Aprenda coisas novas e estimular o cérebro contribui para a formação de novas conexões neurais e a preservação da função cognitiva.
- Maria Nancy Nunes de Matos - Neurocientista/Neuropsicopedagoga/NeuroTeológa
Robert Cézar Imbert Nunes e Silva,meu amado e saudoso filho que aos 24 anos de idade passou para o Senhor no dia 17/02/2007, acometido de uma terrível enfermidade e o P.R.O.C.I.N.S.(Projeto Robert Cézar Imbert Nunes Silva) incentiva a Leitura e Estudos da BÍBLIA + ORAÇÃO+JEJUM + MEDITAÇÃO= as 4 ferramentas de ensino e aprendizagem para uma vida plena em Jesus Cristo. Jesus Cristo está voltando!
quarta-feira, 27 de maio de 2026
quinta-feira, 23 de abril de 2026
PREVENÇÃO DE CÂNCER COLORRETAL
PREVENÇÃO DE CÂNCER COLORRETAL
1Corintios 6:19 - “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?”... Todo dia é DIA Campanha Nacional de conscientização sobre o Câncer Colorretal (intestino, reto e ânus), o terceiro tipo mais comum no Brasil, a campanha foca na prevenção e no diagnóstico precoce, são importantes para aumentar as chances de cura, frequentemente acima de 90% quando detectado a tempo. Cuide-se Já!
Faça o Diagnóstico Precoce já!
domingo, 29 de janeiro de 2023
A Neurociência e a prática pedagógica do Psicopedagogo e Neuropsicopedagogo na inclusão do aluno com Altas Habilidades
resumo
O objetivo desta pesquisa é
compreender como se relaciona “A Neurociência na prática pedagógica do Psicopedagogo
e Neuropsicopedagogo na inclusão do aluno com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD),
e possíveis estratégias a serem usadas no Atendimento Educacional Especializado
(AEE) para o enriquecimento curricular na sala comum, de acordo com as
Competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), na Educação Especial
Inclusiva. A metodologia utilizada é baseada em pesquisa bibliográfica em análise
minuciosa de estudiosos que trataram do assunto e artigos científicos
publicados por meio eletrônico somando com minha prática pedagógica. O
Documento de Salamanca (1994) foi o marco da Educação Inclusiva objetivando a
“Educação para Todos”, abrindo espaços para Pesquisas, Ensino Superior e
Formação Continuada sobre alunos com deficiência e com outras necessidades
educacionais especiais e assim incluídos nas escolas públicas. A inclusão de
alunos com Altas Habilidades/Superdotados (AH/SD) torna-se necessário um olhar mais
atencioso do Atendimento Educacional Especializado (AEE), composto por
Especialistas na área de Educação Especial Inclusiva e outros especialistas, incluindo
a Equipe Pedagógica e Gestora, principalmente no que diz respeito ao processo
de ensino e aprendizagem e ética profissional. Mas quem é o aluno com Altas
Habilidades/Superdotação (AH/SD)? E o que caracteriza este aluno? De que forma
a Neurociência pode contribuir na prática pedagógica do Psicopedagogo e Neuropsicopedagogo
na inclusão deste aluno? Esta é a problemática que iremos investigar para compreensão
deste trabalho.
Palavra-chave: Neurociência. Psicopedagogia. Neuropsicopedagogia. AH/SD
INTRODUÇÃO
A
Neurociência estuda o cérebro, para
Vygotsky a estrutura básica do cérebro humano é mutável, e funciona como uma
espécie de hardware cerebral em que a plasticidade pode fazer “instalações” de novos softwares
resultantes de estímulos externos que ocasiona o desenvolvimento cognitivo da
aprendizagem e a Teoria de Vygotsky somente foi aceita com o surgimento da Neurociência
que veio ampliar os estudos da Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia e outras
ciências e assim melhorar o processo de ensino e aprendizagem humana.
São inúmeros os estudiosos sobre a
Neurociência que defendem a ideia de que a aprendizagem está relacionada com a
forma como o cérebro humano funciona, sobre isso, Tabaquim (2003) diz que,
“O cérebro é um órgão privilegiado da aprendizagem. Conhecer
sua estrutura e funcionamento é fundamental na compreensão das relações
dinâmicas e complexas da aprendizagem. (...) O cérebro é o sistema integrador,
coordenador e regulador entre o meio ambiente e o organismo, entre o
comportamento e a aprendizagem”
De acordo com a frase de Stanley B. Prusiner,
Prêmio Nobel de Medicina, 1977, “a Neurociência é de longe o ramo mais
empolgante da ciência porque o cérebro é o objeto mais fascinante do universo.
Cada cérebro humano é diferente – o cérebro torna cada ser humano único e
define quem ele ou ela é”. Desta forma, entende-se que o cérebro é responsável
por coordenar todas as atividades do nosso corpo e pelo funcionamento tanto nas
atividades voluntárias quanto nas involuntárias,
A Psicopedagogia tem sua base no psicológico
da/para a aprendizagem, quanto que a Neuropsicopedagogia se embasa nas questões
neurológicas do ensino e aprendizagem do indivíduo e ambas as ciências estão
centradas na Neurociência por ser a ciência que estuda o cérebro e como ele
sustenta as atividades mentais que estão vinculadas ao desenvolvimento
cognitivo, ajudando a entender como acontecem os processos de pensamento,
percepção que temos a respeito de mundo, aprendizagens, memória, mente e
comportamento humano.
O cérebro é também estudado pela Psicopedagogia,
pois a palavra psico é de origem grega que significa “alma ou mente”. Segundo
Bossa (2000), o objeto de estudo da Psicopedagogia é a aprendizagem humana,
como se dá o aprender, suas variações e os fatores implicados e como ocorrem as
alterações na aprendizagem e como preveni-las ou trata-las. E o Código de Ética
da Psicopedagogia, nos faz compreender o,
Artigo 1º -A Psicopedagogia é um campo de atuação em Educação
e Saúde que se ocupa do processo de aprendizagem considerando o sujeito, a
família, a escola, a sociedade e o contexto sócio-histórico, utilizando
procedimentos próprios, fundamentados em diferentes referenciais teóricos.
Parágrafo 1º A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem
do conhecimento, relacionada com a aprendizagem e as suas dificuldades.
Parágrafo 2 A intervenção psicopedagógica na Educação e na Saúde
se dá em diferentes âmbitos da aprendizagem, considerando o caráter indissociável
entre o institucional e o clínico.
Segundo Raquel Araújo (2010), a
Neuropsicopedagogia surge com a junção da Neurociências, da Psicologia e da
Pedagogia, portanto, é uma nova ciência transdisciplinar, focada sobretudo nos
processos de ensino e aprendizagem, que se compõe na avaliação de alunos em
defasagem, que se desenvolvem fora dos contextos históricos, educacionais,
culturais, sociais e econômicos. Desta forma, melhor orienta a Resolução SBNPp/ nº 04 de 04 de maio de 2021
que altera a Resolução 03/2014 “Dispõe sobre o Código de Ética Técnico
Profissional da Neuropsicopedagogia e suas alterações, em seu,
Artigo
10. “A Neuropsicopedagogia é uma ciência transdisciplinar, fundamentada nos
conhecimentos da Neurociência aplicada à educação, com interfaces da Pedagogia
e Psicologia Cognitiva que tem como objeto formal de estudo a relação entre o
funcionamento do sistema nervoso e a aprendizagem humana numa perspectiva de
reintegração pessoal, social e educacional.”
A Neurociência na atuação do Psicopedagogo e do Neuropsicopedagogo
na Educação Especial Inclusiva se embasa na Política Nacional de Educação
Especial (1994) que define competências para atendimento às necessidades
educacionais especiais de alunos com Altas Habilidades/Superdotados, e oferece
subsídios para sua prática pedagógica, como: Capacidades e Talentos: conhecendo
a superdotação; Escola Inclusiva; Adequações Curriculares; Metodologias e
Estrategeias de atendimento pedagógico na área da superdotação.
Assim sendo, GIFTED
(2012) diz que o aluno com Altas Habilidades/Superdotados (AH/SD) requer
propostas educacionais diferenciadas, com adaptação e enriquecimento
curricular, oficinas para desenvolver habilidades, treinamentos, pesquisas e
participação em Sala de Recursos Multifuncionais, isto é, equipada com recursos
tecnológicos que dão suporte a estruturação e à oferta do Atendimento
Educacional Especializado (AEE), que proporciona o complemento ao aluno com
Deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento, Altas Habilidades/Superdotação
que está matriculado no ensino regular, de modo a garantir as condições de
acesso, participação e aprendizagem necessário para seu desenvolvimento.
DESENVOLVIMENTO
Nos últimos anos a Neurociência auxilia
nas bases teóricas e práticas tanto da Psicopedagogia quanto da
Neuropsicopedagogia pelo fato desta ciência contribuir para a compreensão da
relação entre o cérebro e a aprendizagem e o comportamento humano; o funcionamento
do cérebro e a plasticidade cerebral; os elementos que fundamenta o processo de
desenvolvimento da aprendizagem; os neurotransmissores, neuromoduladores e a
neurofisiologia, auxilia na compreensão do processo ensino e aprendizagem
Concordo com GIFTED (2012), diz que um dos
maiores desafios da Escola atual é quebrar os paradigmas tradicional da forma
triangular da Equipe Pedagógica e assim, incluir o Neurocientista e
Aprendizagem ou Neurocientista e Educação, o Psicopedagogo, o
Neuropsicopedagogo e o Psicanalista na Equipe Multidisciplinar, são
profissionais especializados e de relevância na contribuição do processo ensino
e aprendizagem junto com os demais profissionais.
A prática na docência
nos ensina que o aluno não deve ser tratado de maneira igual para igual, percebe-se
que no tratamento das diferenças que se direciona melhor o processo do ensino e
aprendizagem e oferece qualidade na aplicação do método, isto não quer dizer
que haja preferência ou privilégio utilizando esforços ao qualificar o trabalho
pedagógico e desse modo a melhoria do ensino e aprendizagem.
A importância de saber que todos possuem diferenças essenciais contribui
para a condução de forma eficiente, demonstra competência e habilidades
principalmente no que diz respeito com os alunos com Altas Habilidades/Superdotação
(AH/SD), devido ao fato ser abstrato e a responsabilidade do professor é
bastante criteriosa a proporção do foco do diagnóstico e avaliação deste aluno.
A Lei Diretrizes de Bases – LDB
9394/96- em seu,
Artigo 59-“Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e Altas Habilidades ou Superdotação: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013).
A Resolução nº 02/2001, que
instituiu as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica
em seu,
Artigo 5: “Consideram-se educandos com
necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional,
apresentarem: III- Altas Habilidades/Superdotação, grande facilidade de
aprendizagem que os leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e
atitudes.
A
criação do cadastro prevista na Lei 13.234, de 29 de dezembro de 2015, que
altera o Artigo 59-A, Parágrafo Único da Lei nº 9.394/96, sancionada pela
Presidenta Dilma Roussef, diz: “para dispor sobre a identificação, o
cadastramento e o atendimento, na educação básica e na educação superior, de
alunos com Altas Habilidades ou Superdotação”, segundo o MEC, objetiva fazer
com que as políticas públicas chequem a esses alunos. O Censo Escolar de 2016
registrou 15.995 estudantes com Altas Habilidades/Superdotação em todo país.
De acordo com o Site do Ministério
de Educação - MEC – A construção de Práticas Educacionais para alunos com Altas
Habilidades/Superdotação (AH/SD) é um tema de grande relevância que a
Secretária de Educação Especial (SEESP) que convidou especialistas para
elaborar um conjunto de quatro (4) volumes de Livros Didático-Pedagógicos onde
contém informações que auxiliam as práticas de atendimento ao aluno, assim como
orientações para o professor e para a Família. Esses materiais estão
disponíveis no site da SEE-MEC, em PDF e que de são grandes relevâncias para
enriquecimento da prática pedagógica, da ética.
Segundo a Política
Nacional de Educação Especial Inclusiva de AH/SD alunos com Altas
Habilidades/Superdotação demonstram potencial elevado em quaisquer áreas,
isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e
artes. Também apresentam elevada criatividade, grande envolvimento na
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse (BRASIL, 2007).
Para a Neurociência o cérebro da
criança com AH/SD tem suas vantagens, mas também tem suas limitações, pois as
informações são processadas de maneiras rápidas em que a tomada de decisões é
muito desenvolvida e o senso crítico aprimorado, no entanto, nem sempre essa
criança consegue alcançar seu potencial e nem desenvolver uma mente capaz de
governar de forma hábil suas capacidades, assim como seu mundo de emoções que
surge em decorrência disso.
É preciso entender que toda criança AH/SD
tem dificuldades normais como toda criança da sua idade, somadas, á claro, ás
que derivam de seu alto coeficiente intelectual, e seu cérebro de desenvolve de
modo diferente das crianças com nível de inteligência média ou normal, daí a
importância da relação mais dialogal entre a escola e a família e a
contribuição do Psicopedagogo e Neuropsicopedagogo.
Na maioria dos casos as famílias de
crianças superdotadas geralmente interagem com seus filhos em casa, perguntando
e respondendo questões, discutindo e se engajando em atividades de leitura e
conversas frequentes e a escola através do Atendimento Educacional
Especializado (AEE) e seus profissionais precisa apoiar e orientar as famílias para
melhor entendimento e desenvolvimento de suas habilidades e habilidades.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No final desta pesquisa chega-se à conclusão que a Neurociência
contribui de forma significativa na prática pedagógica do Especialista em
Psicopedagogia e Especialista em Neuropsicopedagogia com alunos de Altas
Habilidades/Superdotação (AH/SD) na Educação Especial Inclusiva, e assim,
as atividades pedagógicas se realize de forma harmoniosa com as
Competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sendo necessário que o
aluno passe pelo processo de inclusão e pelas avaliações necessárias para
entender as necessidades, potencialidades do aluno e oportunidades de
desenvolvimento. Conforme a LDB 9.394/96, em seu Artigo 59,
Art. 59. Os
sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação: (Redação dada
pela Lei nº 12.796, de 2013)
I – Currículos,
métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender
às suas necessidades;
II – Terminalidade
específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a
conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração
para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; (BRASIL,
1996, p.40)
Segundo Tatiana Castro (2019), a
Psicopedagogia é a ligação com a psicanalise, psicologia e antropologia e seu
foco são os processos de aprendizagem do sujeito (clinica) e de um grupo
(institucional), enquanto que a Neuropsicopedagogia investiga os processos de
aprendizagem integrando os estudos de Neurociência com a Psicopedagogia
buscando investigar e intervir nas dificuldades da aprendizagem sendo
coadjuvante desses conhecimentos, pois o cérebro das crianças com Altas
Habilidades/Superdotação (AH/SD) a informação se processa de maneira muito
rápida, mas com algumas limitações, são mais ativos e mais eficientes em nível
neuronal.
Portanto,
segundo Alcântara (2000) o aluno AH/SD tem direito á diferenciação do ensino
(deve ocorrer por meio da suplementação e do enriquecimento curricular), deve
ocorrer na sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) ou em sala de
aula normal e aceleração, de forma que a ética profissional seja respeitada e
assim contribuir para melhor desempenho do professor ou professores da sala
regular.
Segundo Beauclair (2014) o termo Neurocpsicopedagogia é “um novo campo
de especialização profissional, de pesquisa, de ação e intervenção, baseados
nos avanços das Neurociências e suas aplicabilidades no campo da Educação e
Psicopedagogia”, incluindo a Neuropsicopedagogia (grifo meu).
REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
-MATOS (2020) Maria Nancy Nunes
de, -A importância da Neuropsicopedagogia no dia a dia dos Anos Iniciais do
Ensino Fundamental. Uniasselvi Pós Graduação -. 2020.
-MORAES, Alberto Parahyba Quartim
de, - O Livro do Cérebro -Vol. São Paulo. SP.
Editora Duetto. 2009.
-ABAHSD. -Associação Brasileira
para Altas Habilidades/Superdotados
ABAHSD. Associação Brasileira para
Altas Habilidades/ Superdotados. Disponível em < http://www.altashabilidades.com.br
>
-CLEMENTE ND, Lovat T,
-Neurociencia e educação: questões e desafios para o currículo. Currículo Ing.
2012. {Google Acadêmico}
-GIFTED, Álaze
Gabriel, - Genialidade e Superdotação. 2012. Tema: Altas
Habilidades/Superdotação (AH/SD) Neuropsicopedagogia. Neuropsicologia. Educação
Especial. (Blog). Disponivel em < http://genialidadeesuperdotação.blogspot.com >
-VIRGOLIM, Angela M. R. - Altas
habilidade/superdotação: encorajando potenciais. Brasília. Ministério da
Educação, Secretaria de Educação Especial. 2007
-BEAUCLAIR, J. Neuropsicopedagogia:
inserções no presente, utopias e desejos futuros. Rio de Janeiro. Editora:
Essence All. 2014.
-PISKE, Fernanda Hellen Ribeiro. Alunos com altas
habilidades/superdotação (AH/SD): como identificá-los? In: PISKE, Fernanda
Hellen Ribeiro et al. (Org.). Altas habilidades/superdotação (AH/SD) e
criatividade: identificação e atendimento. Curitiba: Juruá. 2016.
-VYGOTSKY,
L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes,
2000.
-Disponivel em
< http://pt.wikipedia.org/wiki/Stanley_B._Prusiner >
-ALVES,
Rauni Jandé Roama; NAKANO, Tatiana de Cássia. Criatividade em indivíduos com
transtornos e dificuldades de aprendizagem: revisão de pesquisas. Psicologia
Escolar e Educacional. Maringá. v. 19, n. 1.
-VYGOTSKY, L.S, LURIA, A.R., A,
N. LEONTIEV. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Tradução Maria da Penha
Villalobos. São Paulo: Icone, 2006.
- ALCANTARA, Brenda Derbli. Inclusão de alunos com Altas Habilidades/ Superdotação na Educação Infantil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 2020. ISSN: 2448- Disponvel em < https://www.nucleodoconhecimento.com.br
A importancia do banho no processo educativo
Este
trabalho objetiva refletir sobre a história do banho e a sua importância no
ambiente escolar, sendo uma prática diária do povo amazônico, assim como, no
arquipélago marajoara, e muitas vezes, passa despercebido seu verdadeiro objetivo
como prática educacional, mesmo estando incluído no processo de higiene pessoal
e corporal. Em Curralinho, Sul da Ilha de Marajó, Pará, Brasil, o banho
dar-se-á de várias maneiras, em praias, em igarapés, em rios, em banheiros nas
casas, chuveiros nos quintais, debaixo da chuva, nas biqueiras quando chove ou
mesmo em lava jato e outros. O banho tem sua origem desde a criação do mundo,
desta forma os hebreus foram pioneiros nessa prática, pois na Bíblia Sagrada
encontramos várias referências sobre o banho, mas foi Roma quem criou aquedutos
e termas públicas onde seu povo podia tomar banho e aos poucos foi sendo
divulgado esse habito. Quando os portugueses tomaram posse das terras
brasileiras já encontraram aqui um povo que tinha o costume de tomar banho e
essa prática foi sendo adquirida pelos portugueses colonizadores. Observa-se
que, os hábitos higiênicos, principalmente o banho são pouco citados em salas
de aulas e até de certa forma esquecidos pela maioria dos professores. Mas qual
a importância de se conhecer a história do banho e sua importância no processo
educativo? Essa temática que será motivo de um olhar diferenciado no decorrer
desta pesquisa.
Palavra-chave: História
do Banho. Processo Educativo. Pratica Pedagógica
INTRODUÇAO
No decorrer da História,
o banho nas civilizações mais antigas como os Hebreus, Egípcios, Gregos e
Romanos era ligado com a religião, a medicina, ao prazer, a ostentação de
riquezas, a utilização de essências e óleos aromáticos. Os hebreus usavam o banho obedecendo duas regras, primeiro para efeito de
higiene e segundo como ato religioso, cerimonial.
Para a lavagem do corpo
após o ato sexual (Levítico 15:17); após o sacrifício da novilha queimada (Números
19:7-8-19), assim também se banhavam nos rios, lagos ou poços (2Samuel 11:2), e
poços temos como exemplo os de Siloé (João 9:7) e de Ezequias (Neemias
3:15-16).
A vida de Moisés foi
preservada graças a filha do Faraó ir tomar banho no rio (Êxodo 2:5).
Observa-se que não há muitas menções de banhos com propósitos higiênicos na
Antiga Aliança, mas Gênesis 18:4 e 19:2 nos diz que o banho era um sinal de
hospitalidade para com os recém-chegados e em Rute 3:3, temos a impressão de que
nas palavras de Noemi há uma sugestão de como eram os banhos naquela época
antes de visitar alguém de status superior.
Quanto que os banhos
Cerimoniais e Ritualistas, os judeus tinham hábito de lavar os pés e as mãos
antes das principais refeições, era hábito antigo vinculado as purificações
religiosas, assim também como se banhavam após as lamentações dos mortos
(2Samuel 12:20) e antes dos cultos religiosos (Gênesis 35:2); Êxodo 19:10). Para
os judeus auxiliar outra pessoa ao banho era considerado um ato de humilhação (1Samuel
25:41), assim também como, o banho é um símbolo de purificação como o batismo
nas águas.
No Egito, o banho era
usado para rituais sagrados aos seus deuses e também acreditavam que a água
purificava a alma, eis porque usavam óleos aromáticos e massagens feitas pelos
escravos, os egípcios eram vaidosos e foram inventores dos primeiros cosméticos,
diferentes dos hebreus que usavam o banho como símbolo.
Na Grécia, os banhos foram bastante
prósperos, em muitas casas havia recipientes com água para tomarem banho e
havia outros que colocavam nas encruzilhadas um recipiente de mármore para que
os pobres pudessem tomar banho. Foram os pioneiros em balneários coletivos, e
também os banhos na Grécia eram para a higiene, a espiritualidade e a prática
do esporte na modalidade natação, sendo um dos pilares da educação dos jovens,
para os gregos antigos o bom cidadão eram os que sabiam ler e nadar.
Em Roma, os banhos chegaram com a
fusão da cultura grega (helenismo), e os romanos visitavam as termas com
objetivo religioso, haja vista, que o banho público era um ato de adoração a
Minerva, deusa do comércio, da educação e do vigor, assim também como Fortuna,
deusa do destino era representada nas casas de banho para proteger as pessoas.
Os romanos possuíam fontes e poços
onde todas as classes sociais tomavam banho sem constrangimento e tinham o
hábito de tomar banho nus em público, mas com o surgimento do Cristianismo, que
pregava a castidade e virtude por todo Império Romano, essa prática e outros
costumes foram extintos.
Tanto os gregos quanto os romanos
mantinham o hábito de reunirem-se em locais de banhos públicos para discutirem
e decidirem sobre política e questões sociais. Eis porque as termas se tornaram
símbolos de luxo porque eram pontos de encontros da sociedade romana. E
influenciaram o mundo com seus hábitos e costumes de banharem-se
Na Idade Média, isto é, anos de 400
até 1500, os pobres tomavam banho uma vez por ano e os ricos tomavam banho uma
vez por mês, e as influencias religiosas foram muito influentes, que se pode
dizer que eram exageros fora do comum, porque tudo era pecado, até tomar banho,
porque acreditavam que a água amolecia a alma, dilatando os poros, sendo que
essa crença foi responsável por inúmeras doenças, inclusive a peste negra que
extinguiu populações inteiras.
Em 22 de abril de 1500, os
portugueses sob o comandado de Pedro Álvares Cabral chegaram ao Brasil e não
tomavam banho, começaram a tomar banho por influência dos povos indígenas que
habitavam as terras que foram tomadas em nome do rei do Portugal.
Segundo Athos Moura (2015) no século XVIII, o rei Dom João VI era
contra os banhos, mas ao ser picado por carrapato e o ferimento infeccionou, os
médicos da época recomendaram banhos de mar porque o sal da água ajudava a
cicatrizar os ferimentos.
Os índios, primeiros habitantes da
Brasil transmitiram aos portugueses os hábitos de tomar banho diariamente, se
depilavam, cortavam e lavavam os cabelos usando produtos naturais colhidos na
natureza.
É importante explicar para as
crianças que nos tempos atuais não existe regra de quando se pode tomar banho,
porque depende da cultura familiar, da necessidade, mas as crianças precisam
saber a importância de tomar banho diariamente e sempre que for preciso. Se
observarmos o banho é importante para a,
1.Saúde
Física, sendo que, os banhos diários com sabão, xampu e outros, ajudam a
eliminar os germes do corpo e prevenir doenças, evacuações e outros problemas, em
seguida secar com uma toalha limpa ou mesmo deixar-se secar ao vento.
2.Saúde Mental, tomar banho pela manhã pode ser revigorante e
ajuda o corpo e manter o equilíbrio, assim como o banho a noite pode ser
calmante e contribui para um sono reparador.
3.Saúde Social, os corpos têm cheiros, por isso, é importante
a limpeza do corpo de modo geral, limpando as partes íntimas com cuidado e com
sabão, lavando os cabelos com xampu, etc. A limpeza corporal dá sensação de
bem-estar e seguindo uma rotina de limpeza regular mantém o corpo saudável e
sensação agradável a si aos outros.
Deste
modo, a higiene pessoal, corporal e ambiental é fundamental para a saúde e a
interação com o meio em que se vive, como já relatamos acima, não era assim na
Antiguidade e na Idade Média ou Medieval, o zelo pela higiene surge com o
Renascimento e o Protestantismo, no século XVI em se instalaram grandes
incentivos para a limpeza pessoal e corporal em todas as idades e classes
sociais principalmente nas crianças, tanto na área da saúde quanto da educação,
como enfatiza VIGOTSKY (1991, pág. 101,
(...)
o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são
capazes de operar somente quando a criança interage com pessoas em seu ambiente
e quando em cooperação com outros indivíduos. Uma vez internalizados, esses
processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente da
criança.”
Percebe-se que desde tempos remotos os incentivos para a higiene pessoal e corporal se dá na interação em que a criança desenvolve sua capacidade cognitiva, não podemos pensar na formação de uma criança sem que ela esteja fazendo parte do contexto social, porque a o desenvolvimento do ser humano é promovido pela convivência, pela socialização com o outro.
O banho atualmente, principalmente
no Brasil faz parte da higiene pessoal e corporal de todo ser humano e deve ser
diário para que o corpo seja limpo de todas impurezas, assim também para
refrescar devido ao calor intenso.
Tomar banho é mania de todo
brasileiro, principalmente da região Amazônica. Quando o portugueses tomaram
posse das terras brasileiras encontraram um povo que tomava banho nos rios e
igarapés com muita intensidade, e esse hábito causou impacto aos portugueses
porque eles não tinham esse hábito, e demorou muito para ser aceito, pois há
relatos de que a Corte Portuguesa resistiram por muito tempo essa prática
natural e cultural dos índios brasileiros, e que os colonos humildes aceitaram
o banho diário com mais facilidade, a priori lavavam somente os pés diariamente
em bacias, com o tempo os rios e igarapés tornou-se um local natural para os
banhos, portanto, no Brasil, o banho é considerado herança cultural dos povos
indígenas.
O banho é de fundamental importância
no processo educativo, e a Escola precisa incentivar a higiene corporal em sala
de aula orientando na hora do banho lavar as partes escondidinhas como, as
partes íntimas, pescoço, a nuca, atrás das orelhas, esfregar bem os joelhos,
cotovelas e pés.
Assim também, realizar reuniões com
os pais e responsáveis por alunos matriculados na escola, orientando sobre a
importância da higiene física, individual, ambiental, mental e social, como
escovar dentes, lavar as mãos antes das refeições e quando se chega da rua,
asseio intimo porque em pleno século XXI ainda nos deparamos com pessoas que
não utilizam o asseio diário, e o suor exala de forma terrível impregnando o
ambiente devido a sudorese ser desagradável, principalmente das axilas. São
casos raros, mas que existem.
Eis porque a Escola necessita
inserir em seu Projeto Político Pedagógico (PPP) importância da higiene pessoal
e corporal destacando sempre que manter os corpos limpos e o ambiente em que se
vive também é importante e indispensável, porque cada parte do corpo humano
possui características diferentes e por isso precisa ser cuidada de maneira
especifica.
Embora estejamos acostumados a ver a
maioria de crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos homens e mulheres
todos arrumados, perfumados, limpos, banhados, a Escola precisa sempre estar
alertando sobre os cuidados que o ser humano precisa ter com o corpo e com o
meio em que vive.
Conscientizar na prática pedagógica
de que o banho é indispensável para eliminar as impurezas da pele
proporcionando bem-estar físico, principalmente usando água com abundancia,
sabão e uma esponja, massagear todo o corpo ajudando a limpeza, remoção das células
mortas, ativando a circulação sanguínea, evitando problemas de pele como a
sarna e micoses.
O banho nas crianças deve ser feito
por um adulto quer no seio familiar ou nos Centros de Educação Infantil e deve
ser feito com calma, porque nos momentos do banho o adulto interage com a
criança e este momento deve ser de conversa, de olho no olho, de brincadeiras
com a água, e para melhor interação, deve utilizar alguns objetos, como tigelas
plásticas e outros e bastante precaução para evitar afogamentos ou
sufocamentos.
A Bíblia Sagrada nos informa que a
Educação começa no seio do lar (Provérbios 22:6) e a prática mostram algumas
situações como já foram citadas no decorrer desta pesquisa a importância da
interação entre as crianças e adultos. Segundo (LOURO (1997, pág. 17),
“(...) a escola reproduz o reflexo das concepções da sociedade sobre gênero e sexualidade, como também produz tais concepções e estas concepções são aprendidas com amor facilidade na Educação, principalmente na Educação Infantil ou Seres Iniciais, fase na qual as crianças se encontram na fase de interação e integração com o mundo”odo, o banho é muito importante para todo ser humano e na escola torna-se necessário maior conscientização desta prática cultural porque é uma prática saudável, evita muitas enfermidades assim também como baixa febre, prática recomendada por médicos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa foi um olhar minucioso, importante para
ampliação do meu cabedal de conhecimentos sobre a importância do banho no
processo educativo, conheci sobre a história do banho desde seus primórdios,
assim como os tempos e espaços em que vários povos influenciaram e viveram suas crenças
positivas e negativas de acordo com a sua cultura em relação ao banho e seus
rompimentos estereotipados desde o Renascimento até aos tempos atuais, em que
as escolas começaram a conscientizar e sensibilizar a importância do banho no
dia a dia dos alunos e todos seres humano.
Sabemos que a palavra banho vem do latim balineum ou
balneum, que significa a lavagem do corpo com fins de higiene, e higiene é
saúde, por isso o banho é fundamental pela manhã, antes das refeições e a tarde
ou antes de dormir. Após o banho sente-se uma sensação de bem-estar porque as
células mortas e outros resíduos da superfície de nossa pele foram retiradas
pela água e nos renova dando brilho, frescor e um cheirinho gostoso!
O banho no igarapé ou na praia como acontece nas regiões
ribeirinhas da Ilha de Marajó, Estado do Pará, Brasil, ou nos chuveiros, nas
biqueiras, enfim, o importante é aproveitar seus benefícios e também usufruir
do lazer.
Finalmente quem
não gosta de se livrar daquela sensação horrível de que se está impregnado, ao
final de quaisquer outras atividades físicas ou mesmo mentais e sobretudo
quando os dias estão de intenso calor, mas se fizer frio, torna-se necessário o
asseio geral.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
-BIBLIA
Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e
Atualizada no Brasil. 2 edições. Barueri. SP. Sociedade Bíblica do Brasil.1900.
-Disponível
em: < www.informaticaeinternet.com.br> acessado no dia 19 de setembro de 2022,
às 23:10 horas.
-JOSEFO,
Flávio – Guerras dos Judeus-. Tradução e Adaptação A.C.Godoy. Juruá.
Curitiba.2009
-Disponível em: <http://origin.guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/aguas-tempo-historia-banho-435136.shtml>
acessado no dia 20 de setembro de 2022, ás 21:39 horas
-LOURO, Guacira Lopes. Gênero,
Sexualidade e Educação: Uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis. RJ :
Vozes. 1997.
Maria Nunes de Matos
1-Doutora em Teologia em Ed. Cristã 2-Doutoranda em Ciências da
Educação
3-Mestra em Ciências da Educação 4-Esp. Neurociências e Aprendizagem
5-Esp. NeuroPsicopedagogia 6-Esp.
Psicopedagogia Clinica e Institucional
7-Esp. Ciências Políticas 8-Esp.
Educação Especial Inclusiva
9-Esp. Adm. Es. Sup. e Orientação 10-Esp. Educação Infantil
e Anos Iniciais
11-Esp. em Hist. e Cult.
Afro-brasileira 12-Graduada em
História –Licenciatura-
domingo, 24 de outubro de 2021
O Livro de Malaquias
Malaquias foi um profeta anônimo exerceu seu ministério em Jerusalém durante a era de Neemias e Esdras, escreveu para um tempo e lugar especifico na história e também profetizou sobre o João Batista que anunciaria o chegada de Cristo mais de 400 anos depois de sua vida. O Livro de Malaquias fala da época em que ele viveu, e faz inúmeras referencias históricas e culturais que muitos estudiosos atribuem um período de tempo especifico na história bíblica, mesmo que a um tempo especifico, como podemos entender ao ler o referido livro, vejamos:
1.Malaquias 1: 7-10 e 3:8 - a prática
de fazer sacrifícios no Templo de Jerusalém havia sido restaurada
2.Malaquias 1:8 – os judeus naquela
época viviam sob um governador persa.
3.Malaquias 2: 10-12 – O casamento
misto com não judeus era comum, embora tivesse sido explicitamente proibido
pela Lei Mosaica
4.Malaquias 1:7 – a observância religiosa
dos sacerdotes do Templo era na melhor das hipóteses, relaxada com padrões
muito abaixo do que Deus exigia.
5.Malaquias 3: 8-10 –a prática de
devolver o dízimo á tesouraria do Templo era rotineiramente negligenciada.
O Livro de Malaquias é chamado de “profetas
menores” devido a extensão do livro, tanto o Antigo Testamento quando alguns
livros do Novo Testamento são organizados com base no gênero: história, poesia
e profecia e não em ordem cronológica.
O Livro de Malaquias foi o último dos
escritos, cerca de 100 anos após os judeus voltarem do exílio a Jerusalém, em
hebraico Malaquias significa “mensageiro” e vemos que foi profeta usado por
Deus para entregar a mensagem de Deus ao povo de Deus e talvez por isso foi
obediente em sua missão que não deixou nenhuma outra informação sobre si mesmo.
Malaquias transmitia sua mensagem aos
judeus que viviam com adoração no Templo em Jerusalém, e esse povo de Judá
havia se afastado da verdadeira adoração (Malaquias 2:11).
Que o chamado de Malaquias nos motive
a viver fielmente diante de Deus na certeza de a Sua misericórdia para com Seu
povo é real.
Referências Bibliográficas
-Francis Brown, SR Driver, e Charles A. Briggs, The
Brown-Driver-Briggs Hebrew and English Lexicon (Peabody, Mass .:
Hendrickson, 2006)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
Habacuque: o Livro das perguntas e respostas
1.Introdução
Esboço do Livro
Título ( Capitulo 1:1 )
2.Desenvolvimento
O Livro de Habacuque foi popular durante o Período Inter-Testamentário. Habacuque foi contemporâneo de Jeremias e tinha uma fé vigorosa enraizada nas tradições religiosas de Israel.Em seu Livro “Habacuque, Sinfonias e Ageu”, página 11, o Dr. Charles Feinberg descreveu a definição surpreendente de Martinho Lutero para o nome de Habacuque que significa abraçador ou aquele que abraça ou leva em seus braços.
Quando lemos Habacuque 1:6, a previsão da vindoura invasão da Babilônia indica que Habacuque viveu em Judá no final do reinado de Josias (640 a 609 antes de Cristo) ou no inicio do de Jeoiaquim ( 609 a 598 antes de Cristo).
Vemos que a profecia foi antes ou mesmo depois da batalha de Carquemis ( ano de 605 antes de Cristo), quando as forças egípcias que deram auxilio ao último rei assírio foram derrotadas pelos babilônios sob Nabopolassar e Nabucodonosor e foram perseguidas, segundo Jeremias 46...
Aconteceu com Habacuque, assim como com Jeremias, viveu e viu o cumprimento inicial de sua profecia quando Jerusalém foi atacada pelos babilônios em 597 antes de Cristo...Entre os escritos proféticos, Habacuque é único que não incluiu previsão dirigida a Israel, mas contém um diálogo entre o profeta e Deus (ver o esboço).
Nos primeiros capítulos, vemos Habacuque argumentar com Deus sobre seus caminhos que lhe parecem insondáveis e injustos, e tendo recebido as respostas, ele responde com uma bela confissão de fé, vemos isso no Capitulo 3...Habacuque nos mostra a voz dos piedosos em Judá, lutando para compreender os caminhos de Deus, mas as respostas de Deus falaram a todos que compartilhavam das dúvidas problemáticas e a confissão de Habuque tornou-se uma confissão pública, de acordo com a liturgia no Capitulo 3:1.
Habacuque ficou confuso
ao ver tanta maldade, contenda e opressão que cresciam em Judá e
aparentemente Deus não fazia nada, e
quando foi informado de que o Senhor estava se preparando para fazer algo a
respeito por meio dos “implacáveis” babilônios (Capitulo 1:6).
Mas Deus deixa claro que o destruidor corrupto será destruído e no final, Habacuque aprende a descansar nas nomeações soberanas de Deus e aguardar sua obra em espirito de adoração...Habacuque aprende a esperar pacientemente na fé (capitulo 2:3-4) para que o reino de Deus seja expresso universalmente (capitulo 2: 14).
Os livros de Naum, Habacuque e Sofonias têm muito em comum, embora cada um apresente um agir de Deus de forma diferente, pois eles mostram como Deus lida com o ser humano, outra semelhança é o fato de serem escritos no mesmo período, embora seja difícil definir as datas especificas dos profetas.
Vemos que Habacuque é um homem com perguntas diante da aparente
indiferença de Deus nos problemas que surgem, em nossos dias muitas pessoas se
sentem como Habacuque, perguntando “Porque Deus não faz algo diante desta
pandemia? Porque deus não entra nos assuntos dos homens e acaba com a pandemia,
com a violência, com a injustiça e o sofrimento?
Deus respondeu a
Habacuque que estava preparando uma nação, a Babilônia, para punir Judá e
leva-lo ao cativeiro. Hoje Deus está preparando seu povo, a Sua Igreja para o
arrebatamento.
Deus enviou Seu Único
Filho para que tivéssemos vida em abundancia vencendo os inimigos pela fé, pois
o pano de fundo do Livro de Habacuque é o capitulo 2: 4 “O justo pela sua fé,
viverá”, que é aceito nos três Livros Doutrinários: Romanos 1:17; Gálatas 3:11; e Hebreus 10:38, do Novo
Testamento.
Habacuque de sua vida
pessoal, mas da época em que viveu. Não é uma profecia no sentido estrito do
termo, mas um relato de sua própria experiência com Deus – suas perguntas a
Deus e as respostas de Deus –
No final do Livro “Ao
cantor-chefe (músico) em meus instrumentos de cordas”, nos mostra que este
Livro é uma canção. O capitulo final é um salmo de beleza poética (grifo meu),
na verdade todo Livro de Habacuque é uma lição de vida para seguirmos firmes na
certeza de que Jesus Cristo é o nosso deus e Salvador e precisamos viver a
doutrina bíblica.
Este Livro abre na escuridão e termina na glória, pois começa com uma pergunta e termina com uma pergunta. Na verdade, Habacuque é um grande POR QUÊ? Eu acredito que este Livro é uma RESPOSTA a essa PERGUNTA. Deus endireitará a injustiça do mundo? O Livro responde essa pergunta, pois o Livro diz que ELE é.
Referencias Bibliográficas
-Biblia Sagrada –Almeida revista e Atualizada –ARC-
-MATOS, Maria Nancy Nunes de, -Estudos dos Profetas Menores- 2018.
-McGee, J. Vernon. Thru the Bible Commentary, Vol.
30: Nahum & Habakkuk. Nashville, TN: Thomas Nelson Publishers, 1991.)






